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Neste termo

Agentes multi-etapas

Agente com múltiplas etapas · Execução agêntica em etapas · Multi-step agents

Agentes multi-etapas são sistemas de IA que conduzem uma tarefa por uma sequência de decisões e ações, utilizando os resultados de cada operação para orientar o próximo passo. Podem consultar fontes, produzir entregas parciais, revisar resultados, ajustar o plano e encerrar ou pedir intervenção quando atingem os limites definidos.

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Glossário visual · Agentes e execução · intermediário

Explore o conceito em desenho

Um agente multi-etapas conduz uma tarefa por várias operações, observa os resultados e ajusta o próximo passo dentro dos limites definidos. Um único agente pode realizar esse ciclo; não é necessário haver uma equipe de agentes.

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Quando continuar, ajustar o plano ou parar para esclarecer?

O desenho apresenta a primeira etapa. Os dois cenários completos estão disponíveis em texto logo abaixo.

Como lerUm único agente conduz as seis etapas ilustradas. A ferramenta devolve informações; a checagem orienta a próxima ação; a minuta segue para revisão. As etapas são um roteiro didático, não um formato obrigatório nem uma garantia de acerto.

Etapa 1 de 6

Definir objetivo

A pessoa solicita uma minuta de escopo para uma proposta de arquitetura. O objetivo inclui registrar fontes e deixar o documento para revisão profissional. Neste roteiro fictício, o agente não recebe autorização para enviar a proposta ao cliente.

Leia todas as etapas: Registros consistentes
  1. Definir objetivo. A pessoa solicita uma minuta de escopo para uma proposta de arquitetura. O objetivo inclui registrar fontes e deixar o documento para revisão profissional. Neste roteiro fictício, o agente não recebe autorização para enviar a proposta ao cliente.
  2. Organizar plano. O agente organiza um plano operacional: consultar o briefing e a ata, conferir os ambientes e serviços pedidos, preparar uma minuta e registrar pendências. O plano é um artefato de trabalho que pode ser revisto, não uma exposição do raciocínio interno do modelo.
  3. Consultar registros. Uma ferramenta consulta o briefing e a ata autorizados e devolve seu conteúdo. O agente usa esse retorno como evidência para a tarefa. O resultado de uma operação pode mudar quais ações são necessárias em seguida.
  4. Conferir consistência. A checagem deste exemplo encontra informações consistentes sobre o escopo solicitado. Isso permite continuar com a preparação da minuta. Não significa que toda informação foi validada nem que a proposta está comercial ou tecnicamente aprovada.
  5. Ajustar execução. O agente adapta a execução ao que encontrou, prepara e confere a minuta de escopo com referências aos registros consultados. Não acrescenta serviços não confirmados nem inventa preço ou prazo. Uma verificação posterior ainda pode exigir ajustes.
  6. Entregar o estado. A saída é entregue como minuta para revisão, com as fontes e pendências identificadas. Essa execução termina no limite combinado. Revisão, aprovação e eventual envio ao cliente são decisões posteriores, fora da autorização deste exemplo.
Leia todas as etapas: Informações contraditórias
  1. Definir objetivo. O objetivo é o mesmo: preparar uma minuta de escopo para revisão. O pedido não autoriza o agente a resolver sozinho contradições que alterem o serviço contratado.
  2. Organizar plano. O plano prevê consultar o briefing e a ata e conferir se os serviços estão claros antes de preparar a minuta. Parar para pedir esclarecimento é uma saída válida, prevista para quando falta uma definição essencial.
  3. Consultar registros. A ferramenta retorna registros incompatíveis: o briefing inclui acompanhamento de obra e a ata exclui esse serviço. O conflito pertence ao exemplo fictício e precisa ser resolvido por quem define o escopo.
  4. Conferir consistência. A checagem identifica que seguir adiante consolidaria uma escolha não confirmada. Repetir a mesma consulta não resolve necessariamente a contradição. O agente deve mudar a próxima ação e pedir esclarecimento.
  5. Ajustar execução. A execução é ajustada: preparar a pergunta “O acompanhamento de obra faz parte do escopo?”. A minuta afetada por essa definição permanece pendente. O agente não escolhe uma das versões por conta própria.
  6. Entregar o estado. O estado entregue é “Aguardando esclarecimento”. A execução para. Se a pessoa trouxer a definição necessária e mantiver a tarefa autorizada, o agente poderá rever o plano e consultar os dados novamente. A seta pontilhada mostra essa possibilidade futura, não uma repetição automática.

Aplicação prática

Uma proposta nasce de operações e verificações.

O roteiro acompanha um único agente preparando uma minuta de escopo para um escritório de arquitetura. A ferramenta fornece o briefing e a ata; o plano organiza o trabalho; a checagem indica se há base para continuar.

No segundo cenário, “acompanhar a obra” aparece incluído no briefing e excluído na ata. A saída útil é registrar a contradição e pedir uma definição. O ciclo só pode avançar com a informação necessária e dentro da autorização existente. Os eventos e documentos mostrados são uma simulação didática.

Limites do desenho

Mais etapas não garantem um resultado melhor.

Um agente pode interpretar mal um retorno, escolher uma ferramenta inadequada ou repetir ações sem progresso. A implementação precisa de limites de execução, critérios de parada e avaliação. As seis etapas ilustram este exemplo; não são um formato obrigatório. O desenho mostra eventos observáveis, sem representar raciocínio interno nem prometer autonomia irrestrita.

Planejar, observar e ajustar têm papéis diferentes.

O resultado de uma operação deve informar o passo seguinte.

Plano operacional
Lista de ações e critérios que orienta a execução.
Observação
Retorno de ferramenta ou outro resultado verificável.
Ajuste
Mudança de ação diante do resultado, inclusive pedir ajuda ou encerrar.

Concluir e interromper são estados de saída.

O critério de parada precisa fazer parte do trabalho desde o início.

Minuta pronta para revisão
O objetivo desta execução foi atendido dentro dos limites combinados.
Aguardando esclarecimento
Uma definição essencial impede a continuidade.
Retomada condicional
Novos dados e autorização permitem rever o plano; a repetição não é automática.

Fontes conceituais

Roteiros e cenários: exemplos didáticos. As interações mostram simulações e não executam ações em sistemas externos.

O que são agentes multi-etapas

Um agente multi-etapas conduz uma tarefa por operações encadeadas, em vez de depender apenas de uma resposta produzida de uma vez. Pode obter informações, produzir um resultado parcial, verificar uma condição e decidir o próximo passo com base no que encontrou.

Este verbete usa a expressão para explicar um modo de execução, não uma certificação de produto ou um formato universal. A autonomia, as ferramentas e os limites variam entre aplicações. Alguns sistemas têm percursos muito delimitados; outros oferecem maior liberdade de decisão.

A característica central é o uso dos resultados intermediários para orientar a continuidade. Se um documento necessário está ausente, o sistema precisa lidar com essa condição, em vez de agir como se todas as etapas tivessem ocorrido normalmente.

Várias etapas não significam vários agentes

Um único agente pode consultar um briefing, montar uma tabela, conferir divergências e preparar uma minuta. Há várias etapas, mas não é necessário atribuir cada uma a um agente diferente.

Em uma organização com múltiplos agentes, atividades podem ser distribuídas entre componentes especializados. Essa é outra decisão de arquitetura do sistema. Ela pode ajudar em determinados trabalhos e também acrescentar comunicação, coordenação e novos pontos de falha.

No desenho deste verbete, um agente conduz o processo. Os documentos, as ferramentas e a pessoa que esclarece uma dúvida representam papéis distintos, não uma equipe de agentes escondida em cada caixa.

O ciclo entre objetivo, ação e observação

O sistema começa com um objetivo e condições para trabalhar: quais fontes utilizar, qual entrega preparar e quais ações estão autorizadas. Um plano explícito pode organizar as tarefas, mas deve continuar ajustável quando os resultados exigirem.

  • Plano: tarefas previstas e critérios observáveis para concluir o trabalho.
  • Ação: operação efetivamente solicitada a uma ferramenta ou executada no ambiente.
  • Observação: resultado recebido, incluindo falhas, ausências e limitações.
  • Verificação: comparação entre o resultado e os critérios definidos.
  • Continuidade: escolha de avançar, ajustar o percurso, pedir esclarecimento ou encerrar.

Exemplo: preparar uma proposta de arquitetura

Imagine um escritório que deseja preparar uma proposta de serviços a partir de um briefing, uma ata de reunião e um modelo interno. O exemplo é hipotético. A tarefa é elaborar uma minuta para revisão, sem enviar o documento ao cliente.

O pedido define os arquivos de referência e exige separar escopo confirmado, premissas e pendências. O agente consulta os documentos, organiza os serviços solicitados e utiliza o modelo para estruturar a entrega.

Esse objetivo não autoriza inventar honorários, comprometer prazos ou aprovar soluções técnicas. Quando esses elementos não foram definidos pela equipe, precisam permanecer identificados como pendências ou campos a preencher. A aparência de proposta completa não substitui informação confirmada.

Quando as informações são consistentes

No primeiro cenário, briefing e ata descrevem o mesmo alcance da intervenção. O agente extrai os requisitos, indica suas fontes e verifica se o modelo de proposta comporta os serviços descritos. A sequência pode avançar para a preparação da minuta.

A revisão confere se cada serviço incluído tem sustentação nos documentos e se exclusões ou condições foram preservadas. Dados ainda não definidos continuam marcados. Consistência entre fontes não significa que todas as decisões comerciais ou técnicas já foram tomadas.

A saída é uma versão para análise da equipe, acompanhada das pendências relevantes. O agente registra o que preparou; não afirma que o cliente aprovou nem que a proposta foi enviada.

Quando surge uma contradição

No segundo cenário, o briefing inclui acompanhamento de obra, enquanto a ata exclui esse serviço. Antes de estruturar o escopo como definitivo, o agente precisa reconhecer a divergência e identificar de onde vêm as duas informações.

Uma resposta útil seria: “O briefing inclui acompanhamento de obra, mas a ata o exclui. Acompanhamento de obra faz parte do escopo?”. O sistema pode organizar os demais dados, mas não deve escolher silenciosamente uma versão nem transformar a mais recente em decisão válida sem uma regra que sustente essa escolha.

Neste exemplo, a preparação do escopo definitivo é interrompida até o esclarecimento. O resultado dessa etapa é um pedido de decisão com evidências, não uma tentativa de esconder a dúvida dentro de uma proposta aparentemente pronta.

O que significa replanejar

Replanejar é ajustar o percurso diante de uma condição relevante. Pode significar consultar outro documento autorizado, dividir uma tarefa, pedir uma informação ou retirar uma operação que deixou de fazer sentido.

No exemplo, a sequência originalmente prevista incluía organizar o escopo e redigir a proposta. A contradição acrescenta uma etapa de esclarecimento antes da redação conclusiva. Se a equipe responde, o agente pode retomar o trabalho com a decisão registrada.

Ao retomar, também é necessário conferir se os documentos mudaram enquanto a tarefa estava interrompida. A resposta da equipe resolve uma questão específica; não elimina automaticamente outras pendências. Registrar a decisão junto da fonte ajuda a manter a continuidade sem reutilizar uma premissa que deixou de valer.

A possibilidade de ajustar o plano não autoriza ampliar o objetivo. O agente não deve buscar documentos fora do escopo, contatar o cliente por iniciativa própria ou assumir novos compromissos apenas para destravar a tarefa.

Como definir limites e condições de parada

Um processo precisa saber quando concluiu o trabalho e quando deve parar sem concluir. A implementação pode estabelecer limites de tentativas, duração, uso de ferramentas e operações permitidas. Os valores adequados dependem da tarefa, não de uma regra universal.

A ausência de informação essencial, uma falha persistente de acesso ou uma ação que exige decisão humana podem encerrar uma rodada. Repetir a mesma consulta sem uma mudança relevante não resolve necessariamente o problema.

No escritório, concluir pode significar entregar uma minuta verificável com pendências explícitas. Parar pode significar apresentar a divergência que impede definir o escopo. Ambos precisam ser comunicados com precisão, sem chamar interrupção de trabalho concluído.

Agente e workflow: duas formas de organizar

Um workflow pode definir antecipadamente etapas, desvios e repetições. A presença de um ciclo, sozinha, não caracteriza autonomia agêntica. Um agente pode escolher operações durante a execução com base no contexto e nas observações. Sistemas reais podem combinar um fluxo controlado com decisões localizadas feitas por IA.

Se o procedimento é estável e suas condições são conhecidas, uma sequência previamente definida pode ser suficiente. Quando é necessário lidar com informações variáveis e escolher caminhos, decisões agênticas podem ser úteis, desde que existam limites e formas de avaliação.

No exemplo, o escritório pode fixar a exigência de revisão humana antes do envio e permitir ao agente organizar as consultas que antecedem a minuta. A liberdade de percurso permanece dentro de uma regra clara de entrega.

Revisar não garante autocorreção

Uma etapa de revisão dá ao sistema a oportunidade de procurar erros, mas não comprova que ele os encontrará. O mesmo modelo pode repetir uma interpretação equivocada ou aceitar uma entrega que parece coerente, embora contradiga a fonte.

Por isso, os critérios devem apontar o que verificar: serviços apoiados pelos documentos, pendências preservadas, valores não inventados e ausência de ações não autorizadas. Conferências determinísticas podem ajudar em aspectos como campos obrigatórios, quando isso fizer sentido.

A equipe responsável precisa revisar decisões com consequências para o projeto. Acrescentar mais uma chamada ao modelo com a instrução “confira tudo” não substitui critérios, evidências e responsabilidade sobre a entrega.

O que deve ficar visível para a equipe

Acompanhar o processo significa observar objetivos, operações realizadas, fontes utilizadas, resultados e pendências. Um plano de tarefas e um registro de execução podem tornar o percurso verificável sem expor raciocínio interno do modelo.

O usuário precisa distinguir “vou consultar”, “a consulta retornou” e “o documento foi preparado”. Essas frases descrevem intenções e acontecimentos diferentes. Um checklist marcado na interface deve corresponder a evidências da execução.

No caso da proposta, o registro pode informar quais arquivos foram lidos, qual divergência foi encontrada e por que o trabalho parou. Isso permite retomar a tarefa sem depender de uma explicação vaga de que a IA “pensou melhor”.

Como avaliar se o processo funciona

Como proposta editorial, teste o processo com documentos consistentes, contraditórios e incompletos. Avalie tanto a minuta quanto a decisão de continuar ou parar. O melhor resultado em um caso difícil pode ser um pedido de esclarecimento bem fundamentado.

Além da qualidade, acompanhe o tempo de execução, as operações repetidas e o retrabalho exigido da equipe. Essas observações ajudam a decidir se uma etapa acrescenta valor. Um processo mais longo só se justifica quando melhora algo relevante, como a rastreabilidade das informações ou o tratamento das exceções.

  • As operações realizadas correspondem ao pedido e aos recursos autorizados?
  • Cada conclusão relevante pode ser conferida nos documentos utilizados?
  • Contradições e ausências alteram o percurso de forma adequada?
  • O agente evita repetição sem avanço e respeita os limites definidos?
  • A entrega distingue minuta, aprovação e envio?
  • A equipe entende o que foi concluído e o que depende de uma decisão?

Perguntas frequentes

Um agente multi-etapas precisa de vários agentes?

Não. Um único agente pode conduzir várias operações. Multiagentes descreve a participação de mais de um agente, enquanto multi-etapas descreve a organização do trabalho ao longo da execução.

Uma resposta com uma lista de passos já é uma execução multi-etapas?

Não necessariamente. A lista pode ser apenas um plano escrito. É preciso distinguir as ações previstas das operações realmente realizadas e dos resultados recebidos.

O agente sempre consegue corrigir seus próprios erros?

Não. Uma revisão pode identificar problemas, mas também pode repeti-los ou deixar de percebê-los. Critérios objetivos, evidências e revisão humana continuam necessários conforme as consequências da tarefa.

Qual é a diferença para um workflow?

Um workflow pode seguir caminhos previamente definidos. Um agente pode selecionar operações com base no contexto e nos resultados intermediários. Uma aplicação pode combinar as duas abordagens.

Quando o agente deve pedir ajuda ou parar?

Quando atinge limites definidos, encontra informação essencial ausente, falhas persistentes ou uma decisão que depende de uma pessoa. A condição precisa ser comunicada sem afirmar que o trabalho foi concluído.

Preciso ver o raciocínio interno para acompanhar a tarefa?

Não. A equipe pode acompanhar o plano explícito, as operações realizadas, as fontes, os resultados e as pendências. Esses registros permitem conferir a execução sem depender de raciocínio interno do modelo.

Fontes principais

Revisado em 2026-09-25.